Cresce procura por aquecimento solar

Já os preços, garante o secretário executivo da entidade Marcelo Mesquita, também estão bons: um sistema básico de aquecimento solar residencial custa a partir de R$ 1,7 mil. Esse investimento se paga em torno de 18 a 24 meses com a economia na conta de energia elétrica, assegura. O executivo estima que se as quase 60 milhões de residências no Brasil usassem aquecimento solar, a economia seria próxima à da usina de Itaipu em plena utilização.

O sistema de aquecimento solar é formado por dois elementos básicos: o coletor solar - que são as placas que ficam sobre os telhados - e o reservatório de água quente, também chamado de boiler. As placas de vidro do coletor solar isolam canaletas de cobre ou alumínio, que absorvem o máximo da radiação solar. Esse calor aquece a água que passa por tubos de cobre em forma de serpentina e a água fervente vai para o reservatório. No Brasil, as placas geralmente ficam inclinadas para o norte para captar o máximo da luz do sol.

O reservatório é um cilindro que pode ser feito de inox, alumínio ou plástico especial, com isolantes térmicos para manter a água aquecida por longo tempo. O boiler é como uma grande garrafa térmica, sempre cheia de água quente. Dali a água é distribuída pela casa por canos de cobre.

Os boilers podem manter o calor da água mesmo em dias nublados ou chuvosos. Mas depois de alguns dias sem sol, é necessário um sistema auxiliar para aquecer a água – geralmente elétrico ou a gás. No Brasil, na maior parte do tempo a água será aquecida pela energia solar.

Segundo a Abrava, em 2013 a produção nacional de coletores solares cresceu 19,8%, atingindo área de 9,8 milhões de m2. Os dados também indicam que o uso de sistemas de aquecimento solar está se distribuindo melhor pelas regiões do país: em 2012, a região Sudeste concentrava mais de 73% das instalações e em 2013 esse percentual caiu para menos de 57% do total. A região Centro-Oeste teve o maior crescimento no período, saltando de 9% para mais de 17% do total.

O mercado residencial é maioria absoluta nas projeções de crescimento da energia solar para 2014: 60% das residências e 19% dos programas habitacionais pretendem usar aquecedores solares. Comércio e serviços representam 18% da previsão, e indústria está na lanterna, com apenas 3% do total.