Sistemas eletrônicos dão mais segurança

É fácil perceber a rápida expansão dos negócios dedicados à segurança das pessoas e de seus bens, seja na modalidade tradicional dos vigilantes e agentes privados, seja na chamada 'segurança eletrônica'. Essa última, materializada pela presença nos mais diversos locais de equipamentos como câmeras, sensores e alarmes - e dos avisos cada dia mais comuns de 'ambientes monitorados' -, já há uma década registra crescimento médio anual de 10%. 

Em 2013 faturou cerca de R$ 4,6 bilhões, dizem os dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

A segurança eletrônica avança não apenas pela crescente preocupação das pessoas com sua integridade física e com seu patrimônio, mas também porque a acelerada evolução das tecnologias da informática e da comunicação abre leque cada dia mais amplo de possibilidades de prestação de serviços. Com isso, as empresas de segurança e monitoramento eletrônico passaram a associar seus negócios a temas como 'conforto' e 'gestão dos negócios' dos clientes.  

É o caso, por exemplo, de sistemas capazes de oferecer aos clientes lojistas, entre outras informações de gestão, os horários exatos de abertura e fechamento dos estabelecimentos, relata Oswaldo Oggiam, diretor da Abese. "Em residências pode-se também realizar ações como ligar e desligar aparelhos e apagar ou acender luzes à distância", acrescenta.

Essa administração remota dos equipamentos de uma residência, diz Oggiam, pode ser feita tanto por meio de sensores de presença nos ambientes, via celulares, ou mesmo com programações prévias. Ele cita como exemplos mais recentes dessa evolução as câmeras conhecidas como fish eye (olho de peixe), capazes de gerar oito imagens de áreas contíguas umas às outras. Colocada no centro de uma loja, por exemplo, esse equipamento permite visão praticamente em 360 graus do ambiente. "E no uso residencial expande-se o uso da biometria, inclusive via reconhecimento facial, que começa a se tornar mais comum em condomínios", destaca.

Não basta porém, segundo Oggiam, valer-se da tecnologia, pois segurança exige também cuidados cotidianos básicos. Em residências, é necessário muita atenção na hora de entrada e saída, pois é quando acontecem mais de 70% das invasões.  "Também é preciso instruir qualquer funcionário a não deixar ninguém entrar, e nem a varrer calçadas, pois tal atividade - na realidade responsabilidade da prefeitura - pode permitir a um bandido obrigar esse funcionário a fazê-lo ingressar no domicílio", finaliza.