Automatizar portões amplia segurança

Portões automáticos tornam mais prático e mais funcional o acesso a ambientes residenciais e empresariais. Em residências, especificamente, é hoje muito mais intensa a demanda pelos portões automáticos do tipo 'basculante', ou seja, que abre para cima. "Esse modelo propicia maior ganho para o espaço de abertura da garagem", indica Reginaldo Laranja, sócio-diretor da NewPort, empresa fabricante de mais de 250 modelos de portões automáticos. Em empresas e condomínios usa-se também, para a obtenção de acessos com alturas maiores, portões 'pivotantes' (duas folhas que se abrem lateralmente, uma para cada lado) ou 'deslizantes' (correm sobre trilhos). 

A grande maioria dos portões, prossegue Laranja, é atualmente feita em aço galvanizado, especialmente na forma de tubos quadrados ou retangulares denominados Metalon. Mas existem também aqueles feitos com telas, chapas perfuradas, chapas venezianas - com as quais é possível enxergar de dentro para fora, mas não o inverso - e lambris. Cada um desses formatos propicia, além de efeitos estéticos distintos, maior ou menor privacidade para a área à qual dão acesso.  

Há ainda portões recobertos com placas de madeira ou feitos com alumínio, matéria-prima mais nobre, mas de preço bem mais elevado. Neste caso, um portão simples pode custar pelo menos R$ 5 mil, enquanto modelo similar em aço galvanizado pode se encontrado por metade desse valor, já incluindo o motor. O alumínio é indicado para locais há cachorros, cuja urina acelera bastante a corrosão do aço.

A primeira consideração a ser feita por quem pensa em um portão automático, ressalta Laranja, refere-se às dimensões dos veículos que por ele passarão, além do local onde será instalado: atualmente, em residências e condomínios é quase um padrão o portão com 3 metros de largura por 2,5 metro de altura.   

Depois, é preciso avaliar a quantidade e a frequência de entrada e saída de veículos, pois esse indicador se refletirá na escolha do motor e, a partir daí, na velocidade de abertura e de fechamento. Em residências, geralmente o motor tem potência de 1,4 Hp e realiza cada um desses movimentos em cerca de 16 segundos. Em condomínios e empresas, usa-se motores um pouco mais potentes: 1/3 Hp ou 1/2 Hp, com os quais é possível abrir ou fechar o portão entre 9 a 11 segundos.

Motores de melhor qualidade trazem hoje dispositivos denominados ‘sistema antiesmagamento’ que, ao detectarem algum movimento de resistência ao fechamento do portão, fazem com que ele se abra novamente. Há outros dispositivos adicionais de segurança, como células fotoelétricas, que também forçam o portão a novamente abrir-se caso algo passe por seu feixe de luz. É o que aconteceria, por exemplo, caso uma criança passasse por ele durante seu fechamento. Já as travas eletromagnéticas atuam como uma espécie de cadeados automáticos, destravando quando é dada a partida no motor e travando novamente quando acionado o dispositivo de fechamento do portão.  

Com tantas opções disponíveis no mercado, o ideal é sempre consultar um profissional especializado para fazer a melhor escolha possível.