Ortodontia ajuda saúde e autoestima

O tratamento ortodôntico pode trazer vários benefícios. Melhora a mastigação, fonação e a aparência, bem como contribui para a boa saúde e eleva a autoestima. Contudo, como qualquer intervenção cirúrgica, existem riscos e pode até ter complicações, principalmente se não houver colaboração do paciente e preparo do profissional que vai conduzir o tratamento.

O alerta é sério. Procedimentos mal realizados e sem a devida cooperação do paciente podem comprometer a estrutura dental, gerando desgaste excessivo dos dentes, problemas gengivais, perda de osso de sustentação e, até mesmo, a perda do dente, explica Marcelo Jassogne Viola, cirurgião-dentista e professor do Curso de Especialização em Ortodontia da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). “As pessoas precisam saber que o tratamento, uma vez iniciado, deve ser levado com seriedade e que há casos com limitações”, enfatiza.

 

Segundo ele, os resultados dependem da situação inicial encontrada e da presença de hábitos como respiração bucal, interposição de língua, ranger ou apertar os dentes (bruxismo), fumo, entre outros, que também podem interferir no tratamento, além, é claro, da má higiene bucal.

 

De acordo com a Associação Brasileira dos Especialistas em Ortodontia e Ortopedia Facial, a idade ideal para uma criança ser avaliada por um ortodontista, é entre seis e sete anos. Em alguns casos, a visita pode acontecer mais cedo, se houver suspeita ou diagnóstico de problemas mais acentuados ou alguma deformidade craniofacial.

 

Todos os adultos também podem recorrer à especialidade. ”Não existe limite de idade para iniciar um tratamento ortodôntico. Para avaliar a necessidade do uso de aparelhos, é necessário bom exame clínico e diagnóstico, feito por profissional qualificado”, destaca o dentista.

 

Viola ressalta que a indicação de tratamentos ortodônticos acontece quando há desarmonia no encaixe ou alinhamento dos dentes (oclusão) e podem estar associados também ao tamanho ou forma das arcadas dentárias, resultando numa perda da eficiência ou limitação da função mastigatória. Dependendo do grau, o problema pode ocasionar dor nos dentes e face, problemas de articulação, fonação, respiração e deglutição.