Calvície não tem cura, mas há controle

  Difícil imaginar um homem que, em algum momento de sua vida, não tenha imaginado seu cabelos em ritmo de queda excessiva, como prenúncio de futura calvície. Mas até determinado limite - mais ou menos cem fios por dia - ninguém precisa se preocupar, pois a queda dos cabelos é natural. E mesmo ultrapassado tal patamar, nem sempre significa calvície.

  Medicamente denominada alopecia androgenética, a calvície é um fenômeno hereditário, pelo qual, em graus diversos, passarão cerca de 70% dos homens. Mas não é problema apenas masculino. "Afeta aproximadamente 50% das mulheres, mas nelas se manifesta mais tarde, geralmente na menopausa", observa o coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia, José Rogério Régis.  

  A calvície, destaca o médico, não tem cura, mas pode ser controlada. Em até 70% de suas ocorrências é possível não apenas reverter o processo de queda dos cabelos, mas também propiciar ao paciente ganho de volume capilar. Nos outros 30%, consegue-se pelo menos estancar seu avanço.

  O tratamento mais eficaz para a calvície, segundo ele, é constituído por medicamentos à base de uma substância denominada finasterida. Eles estão, porém, associados a alguns riscos e só devem ser utilizados com acompanhamento médico. São, inclusive, contraindicados para mulheres, pois em caso de gravidez podem prejudicar o feto. Para quem não quer ou não pode usar finasterida, existem medicamentos tópicos, entre os quais destacam-se aqueles à base de minoxidil.

  Tratamentos complementares, como laser de baixa energia, colaboram com a solução do problema. Como último recurso, pode-se pensar em um  transplante capilar, no qual se implanta na frente cabelo da parte traseira da cabeça (o termo 'implante' é hoje mais utilizado quando há a colocação de cabelo artificial).

  Fatores clínicos e de comportamento também podem acarretar queda de cabelos: quadros febris agudos, problemas de tireoide, estresse, dietas muito restritivas, uso muito frequente de tinturas químicas, entre outros. "Nesses casos, para conter a queda é preciso olhar toda a história do paciente e agir na origem do problema", recomenda.

  De acordo com o médico, nem banhos frequentes nem xampus provocam queda de cabelo. "Pelo contrário: oleosidade excessiva pode acarretar queda e, por isso, exige banhos mais frequentes", finaliza.

  Para quem está com esse problema, a melhor dica é procurar um médico especialista no assunto. Quanto antes, sempre melhor!