Notebook, ultrabook ou tablet?

No mercado de computadores portáteis de hoje existem várias opções de tamanho, capacidade e preço. Notebooks, ultrabooks e tablets são alternativas práticas para os modelos de mesa e possuem características bem distintas. Para escolher bem, veja quais são as principais diferenças entre eles. O engenheiro de computação Ruy Flávio de Oliveira dá algumas dicas sobre cada modelo.Notebooks

Os notebooks, também conhecidos como laptops, estão disponíveis em grande variedade de marcas e tamanhos, com tela de LCD de 14, 15 ou 17 polegadas. São computadores robustos, com processadores velozes que podem ser até mais poderosos que os modelos de mesa.  As novas gerações de notebooks permitem o uso de programas “pesados”, que exigem memória RAM elevada e grande espaço no HD, como softwares gráficos e jogos.

São perfeitos substitutos dos computadores de mesa tradicionais, com a vantagem da mobilidade. Os modelos de tela maior permitem que trabalhos gráficos ou textos sejam exibidos com grande qualidade. Para os profissionais, é o modelo ideal para demonstrar trabalhos para os clientes. Em escritórios pequenos, o notebook é uma boa opção, por economizar espaço e energia, sem exigir uma série de fios e cabos de conexão.

 

Ultrabooks

Os chamados ultrabooks são menores e mais leves que os notebooks, aumentando a portabilidade. Os modelos mais recentes são tão poderosos quanto os notebooks topo de linha e, em alguns casos, chegam até ser mais potentes. Essa capacidade elevada se deve ao sistema SSD, um tipo mais moderno de HD e processamento semelhante ao usado em pendrives e cartões de memória.

Os ultrabooks são sucessores naturais dos notebooks. São mais leves e finos, muito rápidos e com alto poder de processamento. Além disso, a bateria é de duração mais longa, já que esses modelos consomem menos energia. São os computadores pessoais mais adequados para os profissionais que viajam muito, devido à praticidade e baixo peso.

 

Tablets

Os tablets são os “caçulas” dos computadores portáteis. Lançados no  começo da década, são os portáteis mais leves e mais fáceis de usar. A maioria dos tablets dispensa o teclado, se valendo de telas sensíveis ao toque, com tamanho entre 7 e 10 polegadas. Os tablets foram criados para os usuários que querem desfrutar de conteúdos em vez de criá-los. Foram pensados para rodar aplicativos, e não programas: funções mais objetivas e prontas para usar.

Os tablets são menos poderosos e têm menor capacidade de armazenamento que notebooks e ultrabooks, mas são muito mais leves e consomem uma fração da energia – sua bateria dura muito mais que os outros modelos. Com conexão à internet, são aparelhos ideais para navegar na rede, ver vídeos e fotos, escutar música e ler textos. Funcionam como livros digitais – é possível carregar uma biblioteca respeitável mesmo nos modelos mais simples de tablets.

Os preços variam bastante entre os diferentes modelos. O notebook, por exemplo, varia entre R$ 999 e R$ 2,5 mil. Os ultrabooks, por serem mais potentes, são mais caros e custam de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. Os tablets podem variar amplamente dependendo da marca, entre R$ 500 e R$ 3 mil.

O ideal é analisar bem o uso antes de efetuar a compra para não perder dinheiro e aproveitar ao máximo o investimento.