Que tal conhecer a Floresta Amazônica?

  Dia 5 de setembro é o Dia da Amazônia, e por incrível que pareça, muitos brasileiros nunca foram à região. Devido à fama internacional, atrai muitos turistas estrangeiros, curiosos em conhecer a tão famosa floresta amazônica. A viagem é um roteiro inesquecível, com suas belezas naturais, a socioeconomia peculiar e a importância daquela imensidão verde para o meio ambiente.
  A primeira decisão a tomar é sobre o período do ano para a viagem. O cenário muda completamente de acordo com as chuvas, normalmente entre dezembro e maio. Na época chuvosa é possível percorrer de barco não apenas os grandes rios, mas também os igarapés (cursos d'água menores, abundantes durante as cheias). "Esse tipo de passeio permite apreciar paisagens belíssimas", relata Sonia Werblowsky, diretora da Freeway,  operadora cujo portfolio inclui pacotes de viagem para a região. Já nos meses mais secos pode-se aproveitar as praias fluviais que se formam, com maiores chances de avistar animais. 
  Observar animais não deve, porém, ser o principal objetivo de quem vai à Amazônia, cuja selva fechada e densa dificulta a visualização. Em compensação, pode-se sempre apreciar a imponência dessa mesma selva, navegar por rios majestosos e avistar as comunidades ribeirinhas que vivem em suas margens, visitar aldeias indígenas (passeios comuns nos pacotes de operadoras e hotéis da região). 
  A capital Manaus é o ponto de partida mais viável para quem pretende se aventurar na Amazônia. Além dos hotéis tradicionais, existe também a opção dos hotéis de selva, que propiciam contato mais próximo com a natureza (buscadores online de informações sobre serviços de hotelaria oferecem informações sobre as duas opções). "Para um bom contato com a região recomendo, no mínimo, três noites em um hotel de selva", diz Sonia. Além dos hotéis, há ainda a opção de cruzeiros que percorrem rios como Amazonas, Solimões e Negro. 
  De acordo com ela, deve-se levar na viagem itens como protetor solar, óculos de sol, chapéu e repelente de insetos - apesar de ser elevada a acidez nos rios das regiões de maior concentração de hotéis de selva e, portanto, um ambiente menos propício à proliferação de mosquitos. "Vestir-se com calça e camiseta de manga comprida já contribui bastante para evitar insetos, e também para evitar arranhões durante as caminhadas", ressalta. E na culinária local, algo a  destacar? "É muito bom comer um tucunaré, peixe típico da região", responde sem vacilar.