Como transportar cães e gatos no avião?

Levar o cão ou o gato de estimação em uma viagem de avião é atividade cada dia mais corriqueira, mas que exige preparo prévio para atender tanto à legislação sanitária quanto aos regulamentos das companhias aéreas.

Esses regulamentos podem variar de uma companhia para outra. Na TAM, por exemplo, o peso máximo para o cão ou o gato viajar na cabine de passageiros - e não no porão - é de 7 quilos, enquanto na Gol vai até 10 quilos. Nesse limite é considerado inclusive o peso da caixa destinada ao transporte, que em qualquer caso deve ter dimensões suficientes para animal poder dar uma volta completa sobre si mesmo.

Além disso, enquanto a Azul permite a presença simultânea de até três pets na cabine - embora apenas um por passageiro -, em cada voo de uma aeronave da Avianca apenas um animal pode ser mantido nesse espaço (cães-guia são geralmente excluídos desses limites).

Também existem restrições a determinadas raças, como aquelas qualificadas como  'braquicefálicas' - popularmente conhecidas como 'focinho curto' -, entre as quais incluem-se cães chow chow, shar pei e lhasa apso, e gatos burmês e persa. Devido às especificidades de seu sistema respiratório, animais dessas raças podem apresentar problemas durante voos - já houve casos de morte – e, por isso, eles não são aceitos por várias companhias. Há ainda restrições a raças consideradas mais ferozes, como rottweiler e pit bull terrier, entre outras. Em ambos os casos há a opção de realizar a viagem do animal via operações de transporte aéreo de carga.

Taxas são sempre cobradas pela viagem dos pets: em um voo doméstico da TAM, por exemplo, a presença de um deles na cabine custa R$ 200. E nesses voos pelo território nacional é solicitado atestado recente de saúde do animal, assim como carteira comprovando vacinação antirrábica. As companhias mantêm em seus sites informações com as respectivas exigências.

Para viagens internacionais é preciso o CVI (Certificado Veterinário Internacional), cuja emissão é responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O mesmo ministério hoje emite também documento denominado Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, válido para toda a vida do animal - o CVI é específico para  uma viagem -, mas que exige que nele seja implantado um microchip (esse passaporte, no entanto, ainda não é aceito por todos os países). Deve-se ainda considerar a existência, em vários países, de regras específicas para o recebimento de animais.

Para obter mais informações sobre a exigência para o transporte internacional acesse o site www.agricultura.gov.br/animal/animais-de-companhia/transporte-internacional .