Bikes ganham mais adeptos nas cidades

Com o automóvel até há pouco tempo visto como símbolo máximo de modernidade - e mesmo de status - pedalar uma bicicleta nos grandes centros urbanos parecia até recentemente atividade relegada apenas aos momentos de lazer. Ou então a quem não tinha condições financeiras de adquirir veículo mais possante.  

Trânsito conturbado e preocupação com saúde e qualidade de vida começam, no entanto, a mudar tal situação. A cada dia é mais comum a presença de ciclistas nas ruas e avenidas que, mesmo dispondo de recursos para comprar bons carros, preferem realizar ao menos parte de sua movimentação cotidiana a bordo de uma bike. Prática, aliás, atualmente estimulada pelo poder público, como acontece na cidade de São Paulo, onde a prefeitura tem construído diversas ciclovias.

Mas, embora mais recentemente tenha ganho maior visibilidade, o ciclismo urbano tem adeptos já bastante tradicionais. É o caso de Tiago Cassiano, morador da cidade de Santo André (SP), que desde 1986 pedala pela região metropolitana de São Paulo, mesmo quando desloca-se para realizar suas atividades profissionais como colaborador da Federação Paulista de Ciclismo. Semanalmente, pedala pelo menos 350 quilômetros.  

Mesmo quando vai trabalhar, Cassiano usa os trajes próprios para o ciclismo, levando em uma mochila a roupa com a qual exercerá suas atividades profissionais. Depois se troca no banheiro ou no vestiário do local de destino. "Em alguns países muitas empresas já começam a instalar não apenas bicicletários, mas também vestiários mais propícios para essa troca de roupas", conta.

Essa experiência - que inclui também competições como representante de cidades do Grande ABC paulista - ensinou a Cassiano muitos dos macetes necessários para pedalar na metrópole com segurança. Vão desde a escolha do equipamento correto - capaz de assegurar maior segurança e conforto - até cuidados necessários ao correto manejo do guidão em meio a um incessante fluxo de veículos e pessoas.  "Andar de bike em São Paulo pode ser estressante e perigoso mas, com os equipamentos corretos e cuidado, também muito prazeroso", observa. Para quem já se dedica ou ainda pensa em abraçar tal prática, Cassiano dá dicas úteis de segurança, comportamento no trânsito e também para a escolha do modelo ideal.