Fim de ano no interior da Colômbia

  Passar o final de ano na estrada é o sonho de muitos viajantes. Nada melhor do que aproveitar a época mais gostosa do ano fazendo o que mais gosta. É uma experiência única e inesquecível. Não existe um destino em específico: qualquer lugar é válido, desde que de acordo com as expectativas e estilo de viagem do aventureiro.

  E o interior colombiano é um lugar incrível para escolher como destino da virada de ano, para um viajante que queira uma proposta diferente. Nada de grandes queimas de fogos. As cidades de Cartagena e Taganga, no norte do país, são duas dessas opções.

  Cartagena, por sinal, está se transformando em uma das cidades mais procuradas da Colômbia. São dois os motivos principais que atraem os turistas: as praias paradisíacas (o local é banhado pelo mar do Caribe, que costuma ter aquela maravilhosa água cristalina) e história (fundada em 1533 pelos espanhóis, é atualmente Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco).

  O esquema do ano novo por lá é fechar um pacote (bem menos informal do que o de grandes agências, no entanto) que inclui jantar, bebida à vontade (essa parte é boa) e uma garrafa de champagne para brindar a virada. Quase todos os grandes restaurantes da cidade funcionam assim no dia 31 (é melhor tentar fechar com alguma antecedência).

  Depois, a festa vai até altas horas da madrugada, quase sempre no centro histórico, com muita cumbia, salsa e reggaeton nas discotecas e boates da cidade, sempre esbanjando o melhor do estilo colombiano-caribenho

  Taganga é um pouco desconhecida, mas a visita é tão recompensadora quanto Cartagena - apesar de propostas diferentes. O lugar é um vilarejo de pescadores e conta com um centro de mergulho às portas do Parque Nacional Tayrona, cheio de praias desertas. 

  Não espere muitas opções de bares e restaurantes, o que tem são dezenas de jovens artesãos no mais puro estilo vida livre - tudo parece ser liberado por lá.

  Ou seja, Cartagena é maior e mais turística, enquanto Taganga é menor e mais alternativa, ideal para fugir de agito - isso não significa que não tenha festas esporadicamente, como acontece em quase todo revéillon.

  O Ballena Azul é o principal hotel da região, mas é possível encontrar hostels a partir de R$ 30 reais a diária em quarto compartilhado. 

  A cidade, aliás, é mais usada como base para outros passeios ao redor do que como destino em si - depois de conhecer os artesãos e o calçadão na orla da praia não tem muito mais o que conhecer.

  Só que, em volta, existem diversos passeios interessantes para se fazer, como as praias lindas do Parque Nacional Natural Tayrona e fazer o trekking de seis dias (ida e volta) até a Ciudad Perdida (a Machu Picchu colombiana).

  Ainda assim, é igualmente prazeroso depois de retornar de um desses passeios, comprar uma cerveja bem gelada em Taganga e brindar as paisagens encantadoras há pouco vistas, descansar no hostel e partir para a próxima aventura.

 

Texto produzido em parceria com o Dubbi, rede social de viajantes.

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