Essas coisas vão mostrar que você está ficando velho

Aquela famosa frase de que o tempo voa pode ser uma lenda para muitos. Porém, quando lembramos de coisas do passado é muito normal pensarmos de como já faz tempo tudo isso e de como estamos ficando velhos. Se você tem na faixa de 30 anos ou mais, com certeza vai lembrar de muitos desses itens:

Locadora de vídeo
Símbolo dos anos 80, a fita VHS foi o ponto de partida para um dos negócios mais populares e lucrativos do período: a locadora de vídeos. O empreendimento era tão consolidado que poderia faltar uma pizzaria ou um petshop na vizinhança, mas certamente haveria uma, duas ou três locadoras por lá. Hoje, a internet e os serviços de vídeo por streaming como Netflix fazem desse estabelecimento algo tão ultrapassado como carburador do carro ou uma máquina de escrever.

Lan house
Assim que surgiu a web, o desafio do brasileiro era aguardar até meia-noite para navegar pela metade do preço na zona da internet e inutilizar, sem prejuízos à paz familiar, o telefone de casa. Aqueles eram tempos de internet discada, fase que perdurou em parte porque a banda larga, quando disponível, era incompatível com o bolso. Para resolver isso, nada como a lanhouse. De ponto de paquera a centro de convívio dos aficionados em games, ainda existem alguns desses estabelecimentos.

Fliperama
Muito antes das lanhouse, o local preferido dos gamers eram os fliperamas. Surgidas na década de 40, foi nos anos 70 que elas efetivamente se popularizaram no Brasil. Acredita-se que o responsável tenha sido o argentino Tadeo Roman, que criou uma pequena fábrica chamada Diverama na rua Guaianases, no Centro de São Paulo, onde montava e revendia as máquinas que importava dos Estados Unidos. Pouco a pouco os consoles eletrônicos mais sofisticados, e de uso doméstico, sacramentaram o ostracismo desse que já foi um negócio milionário.

Pakalolo
Quem nunca usou uma roupa da Pakalolo quando criança? A marca foi adquirida no início dos anos 2000 pela empresa têxtil Marissiol, com sede em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Como recebia pouco reconhecimento desde os anos 1990, quando quase faliu, não houve uma procura significativa pelo sistema de expansão por franquias.

Vendedora de Yakult
Elas faziam a festa da criançada nos anos 80 e 90. Figura comum nas ruas do Brasil, as vendedoras de Yakult passavam os dias empurrando um carrinho térmico, tocando campainhas das casas e falando sobre a vida com a freguesia fiel. Em um  tempo em que compra à crédito era um luxo para poucos, elas vendiam fiado para a semana seguinte e até arriscavam um pagamento à prazo, dependendo do caso. A verticalização das cidades e a profissionalização do varejo extinguiram essa empreendedora.

Mandiopã
Quando os salgadinhos chips ainda não eram comercializados no Brasil, o Madiopã apareceu como uma guloseima que logo caiu no gosto dos consumidores. Fundada pelo Sr. Antônio Gomercindo em 1954, a fábrica ainda existe em Limeira, no interior de São Paulo. Além dos pontos de venda, o Mandiopã e suas variáveis de sabores são encontrados hoje no e-commerce da marca.

Groselha Milani
Há dez anos, todos nós poderíamos ter comprado a empresa fundada por Celeste Milani em 1955 no bairro paulistano da Mooca. A empresa toda valia menos do que uma única garrafa do produto que vendia. Com dívidas de mais de 25 milhões de reais, foi vendida por um real.

Avícola
Todo centro de bairro que se preze deveria contar com uma padaria, um bar, algumas lojas de vestuário e, por fim,  uma avícola. Era lá que se encomendava o frango caipira do fim de semana, dividindo as atenções com a macarronada de domingo. As aves eram abatidas lá mesmo e, não raro, o cliente escolhia o produto ainda vivo, cacarejando de dentro da gaiola.

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