Se sonha em empreender, tem que conhecer essas histórias!

Ninguém disse que empreender é fácil. Mas boas ideias, daquelas que ganham o mundo, compartilham algumas origens em comum: a observação de uma necessidade ou carência, a ideia de fazer diferente e a coragem para inovar. Em alguns casos, inclusive, o produto ou serviço veio do zero, da cabeça de empreendedores cheios de contas para pagar. Conheça algumas histórias:

BIG MAC
O hambúrguer foi criado em 1967 por Jim Delligatti, um "mero" franqueado do McDonald’s. A lanchonete, no início, servia apenas cheesburguer e milkshake e foi contra a ideia, porque o cardápio já vendia bem. No entanto, acabou por incluir o Big Mac no menu de todos os franqueados cerca de um ano após Delligatti inventar a receita. Ele, no entanto, não lucrou com qualquer participação sobre as vendas, apesar de seu lanche ter ganhado o mundo. Hoje, o preço do Big Mac serve como termômetro para índice de competitividade e até para câmbio internacional.

MACARRÃO INSTANTÂNEO
Melhor amigo dos universitários, o macarrão instantâneo foi criado em 1948 pelo empresário Momofoku Ando, antigo dono da Nissin, controladora do Cup Noodles. Na biografia "The Story of the Invention of Instant Ramen" (A História e a Invenção do Macarrão Instantâneo, publicado em 2002), Ando explica que criou o produto após ver uma fila de pessoas à espera de uma tigela de lamen na cidade de Osaka, no Japão, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Comovido, ele decidiu criar uma receita de macarrão instantâneo rápida, barata e saborosa. O empresário faleceu em 2007, devido a um ataque cardíaco, mas conquistou o mundo com um prato rápido, barato e capaz de matar a fome.  

COCA-COLA
O refrigerante mais popular do mundo nasceu em 1886 para ser um remédio, nas mãos do farmacêutico norte-americano John S. Pemberton. A ideia era ser uma bebida refrescante que, ao mesmo tempo, fizesse bem para o estômago. Pemberton misturou xarope de bordo - ou maple syrup, no termo mais conhecido - com água gaseificada e passou a vender mistura na própria farmácia, sob a promessa de combater dor de estômago e náuseas. Mas quem lucrou mesmo com o produto foi outro farmacêutico, Asa B. Candler, que comprou a fórmula de Pemberton e deu início à grande produção de forma engarrafada. A versão em lata surgiu na década de 1950, para entregar a bebida ao exército norte-americano na Ásia. Ao cruzar fronteiras, o refrigerante se tornou uma das marcas mais valiosas do mundo. 

CANDY CRUSH
Até o lançamento de Candy Crush, em 2011, os jogos eram, majoritariamente, focados para jovens ou gamers aficionados. A maioria, aliás, era produzida para videogames. Mas o sueco Sebastian Knutsson quebrou essa lógica ao focar seus esforços em casual games - os jogos para "as massas", usados por crianças e senhoras da terceira idade. O resultado você sabe: o mundo inteiro se viciou no aplicativo. Até agora, são 2 mil fases, 1 trilhão (sim, você leu certo) de jogadas e gamers até mesmo na Antártica, segundo informações do próprio aplicativo. Em 2015, a King, empresa por trás do game, foi comprada por 5,9 bilhões de dólares (quase R$ 20 bi) pela Activision Blizzard, responsável por jogos de videogame consolidados, como "World of Warcraft" e "Call of Duty".

FACEBOOK
No começo, nada de Facebook. Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Chris Hughes e Dustin Moskovitz lançaram em 2003 o Facemash, aberto apenas para os estudantes de Harvard. A ideia era um Tinder meio perverso: na tela, apareciam a foto de duas pessoas - ou de uma pessoa e de um animal -, para que o usuário dissesse quem era mais bonito. Mark precisou hackear o sistema da universidade para obter as fotos, o que fez o jovem ser expulso. Mas um ano depois ele usou o Facemash como base para criar o Facebook, a rede social que mudou a forma como nos relacionamos e que hoje conta commais de 1 bilhão de usuários e valor de mercado de mais de 300 bilhões de dólares. 

PROTETOR SOLAR
Há relatos de ao menos quatro criadores - algo comum para remédios, muitas vezes desenvolvidos na mesma época em diferentes partes do mundo. Mas o primeiro bloqueador solar a ser vendido a rodo é obra do aviador e farmacêutico Benjamin Greene, preocupado em proteger a si mesmo e a outros soldados dos raio de sol durante a Segunda Guerra Mundial - afinal, soldados costumam ficar expostos ao sol durante muitas horas ao dia. Em 1940, ele lançou a primeira versão do produto, um creme vermelho à base de petróleo. Após a guerra, Greene fez ajustes na fórmula e mudou o nome do creme para Coppertone, que se tornou o primeiro protetor solar vendido de forma massiva nos Estados Unidos. A marca se tornou emblemática - e até hoje você encontra no supermercado o rótulo com a imagem de uma garota cujo traje de banho é puxado por Cocker Spaniel. 

AIRBNB
Ao se mudarem para o Vale do Silício com o sonho de criar uma start-up, os estudantes de design Brian Chesky e Joe Gebbia só acumularam contas a pagar. Quando eles descobriram que São Francisco abrigaria uma grande conferência de design e que a rede hoteleira estava lotada, os amigos decidiram oferecer um cômodo da casa e um café da manhã para os turistas, como forma de obter renda extra. Após construírem um site e investirem de forma rudimentar em marketing (leia-se camisetas com slogan), os jovens inauguraram oficialmente o serviço. A novidade navegou de vento em popa na crise econômica, um momento no qual a população precisava gerar renda a qualquer custo e estaria mais suscetível a alugar cômodos da casa para estranhos. Após várias mudanças - atualmente, a empresa oferece até mesmo experiências turísticas com nativos -, o Airbnb é símbolo da economia compartilhada e coloca medo em grandes redes hoteleiras.

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