Intercâmbio, experiência inesquecível

A possibilidade de estudar um idioma em outro país enriquece o currículo e amplia os horizontes. Quando se dá início à busca por um intercâmbio cultural uma série de dúvidas vem à tona. Para onde ir? O que fazer? Quanto tempo ficar? Qual a melhor época? 

Um bom começo é executar um planejamento e definir o objetivo da viagem. Quem orienta é Ana Luísa D'Arcadia de Siqueira, diretora de marketing da Global Study. No projeto deve estar claro o que a pessoa quer: aperfeiçoar o idioma, trabalhar, fazer um curso de especialização ou conhecer um novo destino.

 A seguir é a vez da escolha do país. “Essa pode ser considerada a principal decisão no momento do planejamento de um intercâmbio. Se o destino não agrada o aluno, o programa de intercâmbio não será tão bem aproveitado e pode acabar em frustração”, garante.

O perfil do candidato é importante na escolha do destino. Um aluno que gosta de frio pode se dar bem na Irlanda, Canadá ou Inglaterra, por exemplo. Já quem prefere clima mais quente vai se sair melhor na Nova Zelândia e Austrália. Estados Unidos é um país que abriga vários tipos de clima em diferentes cidades.

Também é preciso considerar as preferências para os momentos de lazer. Quem gosta de balada se encaixa melhor em uma cidade grande ou universitária. Aqueles que preferem aventura devem buscar local próximo à natureza. Mas nem sempre é possível rotular um país. Cada destino tem particularidades que precisam ser consideradas no momento da escolha.

Estudantes que queiram trabalhar durante o período de curso devem ficar atentos, pois há regras específicas em cada região. A Irlanda, por exemplo, permite que os matriculados em cursos com mais de 25 semanas trabalhem até 20 horas semanais durante o período de aula e 40 horas semanais durante as férias. Na Austrália, estudantes matriculados em cursos de no mínimo 12 semanas podem trabalhar até 20 horas semanais. Na Nova Zelândia, para conseguir a permissão para trabalho de 20 horas semanais, é necessário estar matriculado em um curso de, no mínimo, 14 semanas. No Canadá, só é possível o trabalho quando o estudante está matriculado em cursos superiores.

Já foi o tempo em que intercâmbio era opção de adolescente ou recém-formado. Hoje a realidade mudou bastante e os jovens intercambistas estão ficando mais experientes. "Temos tido muita procura de cursos para pessoas acima dos 30, principalmente os intercâmbios associados a atividades culturais, esportivas e gastronômicas do país, pois ela ajudam no aprendizado da língua, tornando esse momento ainda mais prazeroso", comenta Patricia Zocchio, CEO da  Experimento Intercâmbio Cultural.

 A escolha do destino é uma das partes mais prazerosas quando se planeja um intercâmbio, mas também deve ser feita com muita atenção. Por isso, é sempre importante buscar uma agência com profissionais qualificados que possam auxiliar o aluno no momento da escolha do destino.