Cursos a distância ganham mais adeptos

Muitas pessoas imaginam que a modalidade de Educação a Distância (EAD) é recente, mas os primeiros registros de ensino por correspondência datam de 1728, quando o jornal Gazeta de Boston ofereceu material para tutoria por meio de correspondência. Passado mais de um século, em 1829, na Suécia, a educação a distância foi promovida pelo Instituto Líber Hermondes. Em 1840, o Reino Unido inaugurou a primeira escola por correspondência da Europa.

No Brasil, o registro pioneiro do ensino por correspondência aconteceu no Jornal do Brasil, em 1904, com a oferta de curso para datilógrafo. Em 1939, o Instituto Monitor foi o primeiro a disponibilizar sistematicamente cursos profissionalizantes a distância por correspondência. Até nas ondas do rádio a EAD foi usada de forma pioneira, pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a partir de 1923.

Segundo dados do Censo 2012 da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação, são quase 6 milhões de estudantes matriculados em algum curso de educação a distância no País. Outra pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Ensino a Distância mostra que os cursos mais procurados são os de pós-graduação (53%), seguido dos de nível médio profissionalizante (32%) e os de graduação (26%).

Já consolidada, a EAD traz diversos benefícios como flexibilidade de tempo, economia no deslocamento até o local de estudo, processo educativo elaborado com multimeios de aprendizagem, permitindo que o aluno acompanhe o curso de acordo com seu ritmo, interação com pessoas de diferentes culturas e experiências profissionais, além da oportunidade de estudar a partir de novas metodologias e tecnologias.  

”A modalidade de ensino a distância pode funcionar para qualquer pessoa. Contudo, há necessidade de disciplina, auto-organização e interesse em aprender com o suporte das novas tecnologias”, explica Janes Fidélis Tomelin, diretor de EAD da Universidade Anhembi Morumbi. Em sua opinião, é possível desenvolver qualquer curso com a ferramenta e-learning. “Contudo, alguns órgãos de classe possuem dificuldade em compreender que a EAD evoluiu muito, as tecnologias avançaram e novas metodologias de aprendizagem já são realidade”.

Para o especialista, o ensino de línguas a distância também é opção tão positiva quanto os cursos presenciais. “Podemos identificar na internet centenas de propostas de cursos online e que contam com recursos avançados de aprendizagem de um novo idioma garantindo evolução tão positiva quanto os cursos presenciais”.  O professor lamenta que, por enquanto, o estudante da modalidade a distância ainda não conte com o financiamento do governo federal (FIES). “Especula-se que em breve também estará acessível para os estudantes EAD”, finaliza.