Poços artesianos são boas fontes de água

Índices de estiagem inéditos no Estado de São Paulo ampliaram a atenção para a possibilidade de obtenção de água através dos já tradicionais poços artesianos, também conhecidos tecnicamente como 'poços tubulares profundos'. Esses mananciais artificiais buscam água nas formações rochosas subterrâneas, sendo perfurados por máquinas e revestidos com tubos metálicos ou plásticos. Com profundidade bastante variada, pode ir de 50 a 500 metros, considerando os casos de maior penetração.

A denominação ‘poços artesianos’ é utilizada de maneira genérica, mas essa designação é aplicável apenas quando a água jorra naturalmente, como acontece em gêiseres. No caso da capital paulista e municípios vizinhos predominam os ‘poços semiartesianos’, que necessitam a instalação de bomba submersa para elevação da água até a superfície.

Geralmente com bons índices de potabilidade, a água proveniente desses poços tem, em média, custo inferior ao cobrado pelas redes públicas de abastecimento. "Em locais onde é grande o consumo de água, em três anos o investimento no poço é amortizado, e garante-se uma fonte de água de excelente qualidade pagando basicamente a energia que movimenta a bomba", garante Marcelo Chicchinato, gerente Comercial da Água Brasil. Segundo ele, na região da Grande São Paulo o custo médio de um poço é de aproximadamente R$ 30 mil (incluindo a bomba).

Indústrias, centros empresariais, hotéis e lavanderias, além de locais onde é mais difícil o acesso a água das redes públicas, como chácaras e fazendas, recorrem frequentemente a poços artesianos e semiartesianos. Atualmente, também é crescente a utilização deles em condomínios residenciais. De acordo com Chicchinato, um edifício precisa basicamente disponibilizar um espaço capaz de receber o caminhão de transporte dos equipamentos de perfuração para poder contar com esse recurso.

Em alguns Estados - caso de São Paulo - a exploração do poço depende de prévia autorização dos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos. Antes de contratar uma empresa para a sua construção, o interessado deve verificar se ela tem registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). Na Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), é possível encontrar uma relação de empresas credenciadas para realização desse serviço dentro dos critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).