Fuja de surpresas desagradáveis na hora da reforma

Todo mundo tem vontade de reformar a casa para modernizar o lugar que vive e readequar às suas necessidades atuais. Porém, essa hora nunca é fácil. Além da dor de cabeça de ter que conviver com uma obra dentro do local que você está acostumado a descansar, há a preocupação financeira, pois esse tipo de mão de obra nunca é barata e, na maioria das vezes, costuma dar gastos extras. Se você deseja fazer uma reforma em sua casa e quer evitar surpresas desagradáveis, preparamos uma lista com alguns passos fundamentais para seguir. Confira:  

SONHAR É BOM, MAS DELIMITE O QUE VOCÊ VAI FAZER
Veja o que você quer reformar, confira o dinheiro disponível e veja as reais possibilidades à sua disposição. Em reformas, costumamos sonhar bastante, porque tudo fica lindo no papel, mas é preciso ser realista para não gastar mais do que você tem, diz o arquiteto Gustavo Calazans. “É preciso dialogar e negociar com suas vontades. Toda obra envolve expectativas e desejos muitos altos. Tem que equalizar isso e entender o que efetivamente vai ser feito”, destaca.

PLANEJAR É ESSENCIAL
Sem a famosa listinha de compras, você sempre acaba por gastar mais no supermercado. Em reforma, é a mesma lógica: o planejamento fornece controle ao processo e dá uma dimensão dos gastos assumidos. Aqui, a ajuda de um(a) arquiteto(a) vem a calhar, porque ele ou ela sabe as intervenções mais adequadas a serem feitas, os melhores materiais a serem comprados e, mais importante, o que não deve ser feito sob risco de prejuízo. “O arquiteto conhece as técnicas e sabe, por exemplo, como é melhor quebrar uma parede ou se determinada solução de revestimento é melhor. Isso faz a pessoa não ser surpreendida”, diz a arquiteta Adriana Cavalcanti.

NO REVESTIMENTO, PENSE EM COLOCAR PISO SOBRE PISO
Um custo pesado em trocar o piso é a mão de obra. Uma das alternativas é simplesmente colocar um piso novo sobre o antigo, diz a arquiteta Adriana Cavalcanti. “Esse tipo de piso é aplicado rapidamente e não causa os transtornos da obra, como o quebra-quebra, além de ter um custo-benefício muito interessante”, diz. No entanto, caso você more em apartamento, é preciso checar se o condomínio permite a mudança, uma vez que o peso extra, se adotado por todos os moradores, pode sobrecarregar as estruturas do prédio. “Essa regra é restritiva para pisos cerâmicos (mais pesados). No caso dos laminados de madeira ou de vinílico, por serem mais leves, não há esse problema”, diz.

ENJOOU? DO JEITO CERTO, UMA ALTERAÇÃO PEQUENA MUDA TUDO
Você não precisa derrubar tudo para mudar o ambiente. Pequenas intervenções certeiras também podem trazer novos ares. Em lavabos, trocar o balcão, colocar cubas especiais de apoio ou esculpidas e trocar o revestimento de só uma parede por outro de textura diferente já promovem uma mudança radical no espaço, diz a arquiteta Adriana Cavalcanti. “Nos ambientes sociais, um rebaixo no gesso para a inclusão de luminárias embutidas, com diferentes propostas de luz, já cria vários cenários num mesmo ambiente, o que serve para salas e quartos”, acrescenta.  

COMPRE COM ANTECEDÊNCIA APENAS SE VALER MUITO A PENA
Promoções sempre são tentadoras, mas comprar com muita antecedência pode deixar qualquer mudança “amarrada” ao móvel ou material adquirido, e você ainda corre o risco de mudar de ideia, ressalta Gustavo Calanzas. “Pense duas vezes antes da promoção. Só compre se você estiver acompanhando o preço há um bom tempo ou se for algo que você absolutamente queira”, aconselha.

ACOMPANHE PREÇOS AO LONGO DO TEMPO
Tendo em mente a dica anterior, pesquise o preço dos produtos ao longo dos meses (sim, meses) para saber, de fato, quando você está diante de um preço imperdível, aconselha o arquiteto Gustavo Calanzas. Vá em lojas de construção e decoração, faça pesquisas em sites e siga páginas de lojas no Facebook ou no Instagram. Há até sites que alertam quando algum artigo chegou no preço que você compraria - caso do Bondfaro. “Faça pesquisas e acompanhe os preços”, ressalta o arquiteto.

PREFIRA PAGAR À VISTA - MAS, NA OBRA, NÃO PAGUE TUDO ANTECIPADO
O pagamento à vista sempre dá descontos, sobretudo em empresas de móveis modulados - às vezes, você pode obter até 20% de desconto. No entanto, não pague tudo antecipado na obra. “Você corre o risco de a pessoa pegar o dinheiro e desaparecer”, alerta o arquiteto Gustavo Calanzas. A dica é o 50-50: metade do valor na entrada e a outra metade no fim da reforma.

NEGOCIE SEMPRE
Não é feio. Em reforma, você tem vários custos. A economia aqui pode possibilitar um gasto maior logo ali, onde você nem esperava. “Negocie. Chore. Na crise, isso funciona mais do que nunca, porque o mercado está suscetível a negociações”, aconselha Gustavo Calanzas. Uma dica, além de pedir o desconto à vista, é requisitar uma redução no preço se você aumentar a entrada no pagamento parcelado.  

PESQUISE A SAÚDE FINANCEIRA DO SEU FORNECEDOR
O Brasil enfrenta uma crise financeira e, em reformas, isso pode afetar você na medida em que uma empresa pode quebrar e levar para o buraco o pagamento antecipado que você fez, alerta Calanzas. Por isso, pesquise a empresa para a qual você vai solicitar algum serviço. “Peça para falar com outros clientes, pergunte para o arquiteto e vá atrás na internet", exemplifica o arquiteto.

NÃO COMPRE MÓVEIS SEM MEDIR ANTES O ESPAÇO
Parece óbvio, mas acontece nas melhores famílias. Às vezes o cômodo tem alguns centímetros a menos do que no projeto - muitas vezes por inúmeros motivos, como uma parede que quebrou mais ou menos do que deveria, e não apenas por erro de cálculo. Checar essas informações poupa você do transtorno de devolver um móvel à loja ou mesmo jogar fora o dinheiro de uma demolição. “É clássico isso quando você vai fazer bancada da cozinha ou banheiro e o marmorista descobre que o eixo da pia está diferente do que está no desenho”, alerta o arquiteto Gustavo Calazans.

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#PasseAntesNoiLocal