Forros e divisórias merecem atenção

  Individualização de ambientes e isolamento acústico e térmico são algumas das funcionalidades próprias das diversas opções de forros e divisórias hoje existentes no mercado. Mas tais equipamentos também agregam aos ambientes atributos menos tangíveis, mas nem por isso menos importantes. Em geral, são associados não apenas a questões estéticas, mas também - no caso de uma empresa - à própria qualidade dos produtos ou serviços ali oferecidos.

  Por isso, a escolha de um forro ou uma divisória não deve fundamentar-se apenas em considerações financeiras ou funcionais, recomenda Cristina Rocha Andrade, arquiteta e sócia do Rocha Andrade Arquitetura & Interiores: "Se uma empresa precisa passar determinada imagem, talvez seja mais interessante utilizar um gênero de material que, embora de custo inicial mais elevado, enfatize a qualidade de seus serviços", observa.

  Em seu projetos para ambientes empresariais, Cristina utiliza bastante as placas de gesso acartonado  para os tetos. Trata-se de um gesso revestido com uma espécie de papel cartão, também conhecido como drywall. A instalação é simples e essas placas permitem a fácil colocação de luminárias e sprinklers, aceitam mantas de isolação acústica e são construídas em formatos modulares, adequando-se rapidamente a modificações nas dimensões dos espaços.

  Para divisórias, ela cita a opção do drywall, interessante por questões relacionadas a preços e facilidade de instalação, mas que precisarão ser descartadas em caso de reforma. Já as placas de vidro, embora tenham custo inicial mais elevado, podem ser reaproveitadas. Tais placas podem ser simples ou duplas. Nesse último caso, além de abafarem o som, possibilitam a inserção de uma persiana ou outro tipo de peça destinada a assegurar separação mais nítida entre os ambientes.

  Existe uma versão denominada 'vidro inteligente', mais cara, composta por uma estrutura de vidro duplo com um cabo ligado à rede elétrica, cujo interruptor, quando acionado, torna o vidro opaco. "Há também a opção do MDF, mais decorativa, exatamente para exibir as estrias própria da madeira", enfatiza a arquiteta.

  Em residências, seu escritório hoje trabalha basicamente com forro de gesso, com os quais é possível, entre outras coisas,  construir molduras e sancas iluminadas. Também nesse segmento domiciliar, destaca Cristina, ganha espaço o gesso acartonado, atualmente disponível em três variedades: comum, mais resistente ao calor e mais resistente à umidade.