Eles são ótimos carros, mas ninguém quer comprar!

O mercado de veículos brasileiro é difícil de entender. Às vezes, um carro nem tão bom ou de aparência duvidosa faz muito sucesso entre o público e outros deles, que realmente se adequam ao que exige o mercado, com preços acessíveis e visual atraente, acabam ficando "presos" nas concessionárias. Confira, a seguir, uma lista com alguns desses exemplos e tente entender o por quê:

VOLKSWAGEM UP!
O compacto que teve a missão de substituir o Gol G4 nunca alcançou em vendas o que a Volkswagen esperava, cerca de 7.000 carros por mês. Apesar disso, ele tem o motor 1.0 três cilindros mais eficiente tanto na versão aspirada quanto na turbo, boa suspensão e acabamento adequado.

KIA PICANTO
Foi o primeiro 1.0 três cilindros do País, muito antes dos concorrentes, mas nunca foi adiante em vendas, já que era importado e caro para brigar com os compactos equivalentes em dimensões na casa dos populares. A pá de cal foi quando o imposto sobre veículos importados aumentou 30 pontos percentuais e o preço foi nas alturas.

FORD FOCUS FASTBACK
Até o nome a Ford trocou, abandonando a expressão sedã por um mais "moderno" Fastback para definir a versão, mas não adiantou. O Focus sedã continua não agradando o público mesmo tendo o mesmo trem de força e plataforma do hatch, que é um sucesso de vendas desde a primeira geração (a atual é a terceira no País).

HYUNDAI I30
Sucesso de vendas na primeira geração, quando o VW Golf estava defasado e o Ford Focus reinava sozinho, o i30 perdeu seu público na chegada da segunda geração devido ao preço, muito maior que o dos concorrentes na época do lançamento, e por ter trocado o bom motor 2.0 de 145 cv por um raquítico 1.6 aspirado de 128 cv (o mesmo do HB20). A marca trocou o motor por um 1.8 de 150 cv, mas ele nunca mais vendeu igual, apesar do bom acabamento e da lista de itens de série.

HONDA ACCORD
O sedã médio-grande da Honda nunca se destacou pelo visual ousado, mas sempre ofereceu bom nível de equipamentos, motor eficiente e a confiabilidade mecânica da marca. Ainda assim nunca foi páreo para o rival Ford Fusion em vendas. Na nova geração, ganhou mais tecnologia e um visual refinado, como pede o segmento, mas sofre com o preço superior, já que vem do Japão, enquanto o rival da Ford é feito no México.

PEUGEOT 208
O 208, apesar de bem construído, recheado de itens de série e bom de guiar, vive na sombra do 207, que foi apenas uma reestilização mais pesada na plataforma do 206, o que gerou desconfiança dos clientes junto à marca, além da má fama do pós-venda e a alta depreciação dos franceses.

VOLKSWAGEN AMAROK
A picape chegou em 2011 ao País com um nível de tecnologia nunca visto antes no segmento, um forte motor diesel, mas nunca deslanchou. O preço elevado e a falta de motor flexível foram fatores que levaram às más vendas. A VW tentou reverter o processo lançando até uma versão cabine simples, para quem a queria apenas para o uso em trabalho, mas as vendas continuaram baixas.

PEUGEOT 2008
O 2008 chegou depois da concorrência já estabelecida no mercado e com concorrentes com marcas com imagens muito fortes. Apesar dos bons motores 1.6 aspirado e turbo, da lista de equipamentos recheada, "apanha" por causa da má fama de durabilidade e pós-venda da marca, que não se justiça mais.

CITROËN C4 LOUNGE
O sedã médio da Citroën tem ótimos motores 2.0 de até 150 cv ou 1.6 turbo de 173 cv, bom nível de equipamentos, acabamento de qualidade e custo-benefício enorme. Ele, assim como o irmão 408 da Peugeot, que usa a mesma plataforma, sofre da falta de confiança do consumidor para comprar carros das marcas francesas nesse segmento, com o alto nível de depreciação na revenda e um pós-venda que deixa a desejar.

FORD RANGER
A picape sempre teve uma ampla gama de opções, tanto em cabines, quanto em motorizações para atender a todo tipo de cliente, mas nunca atingiu o sucesso das concorrentes Chevrolet S10 ou Toyota Hilux. Na atual geração, é a mais tecnológica das três, com itens de segurança eletrônica passiva que as rivais não trazem, mas nem assim consegue deixar de ser apenas a terceira em vendas.

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