O que fazer após morte do pet

Companheiros fiéis por boa parte da vida, os animais de estimação, além de ótimas companhias, dão muitas alegrias aos seus donos. Infelizmente, um dia eles vão embora e fica a saudade. No entanto, o corpo do bichinho permanece em matéria e surge a pergunta: o que fazer?

De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP), a maioria dos animais mortos é enterrada pelos donos. Do restante, 7% são colocados em sacos de lixo na calçada ou em caçambas, 20% são jogados na rua ou levados à prefeitura, e apenas 13% são entregues a uma clínica veterinária.

O levantamento aponta que enterrar o animal pessoalmente em um terreno conhecido ou no quintal tem sido a alternativa mais utilizada. Entretanto, essa opção não é bem vista por especialistas e nem pela prefeitura, já que há grande risco de contaminação do solo, pois na maioria das vezes o depósito não é feito da forma ideal. Há, certamente, maneiras mais seguras para se fazer isso.

De acordo com a médica veterinária Elaine Pessuto, diretora clínica do Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária (Cetac), todo o descarte das clínicas veterinárias é considerado lixo hospitalar. Se escolher esta opção, saiba que as prefeituras recolhem esse material e o envia para a incineração, junto a materiais nocivos à saúde ou ao meio ambiente, ou o encaminha para aterros, onde é colocado de forma a não prejudicar os lençóis freáticos.

Outras alternativas são os cemitérios e crematórios particulares. Segundo Elaine, os cemitérios devem ter permissão da prefeitura para o seu funcionamento e precisam seguir as exigências dos órgãos reguladores (Cetesb, Vigilância Sanitária e Centro de Zoonoses) para realizar o enterro. Já os crematórios incineram os corpos e as cinzas são colocadas em urnas, que podem ser deixadas no local ou levadas pelo proprietário do animal. Nestes dois casos, o custo pode ser um pouco mais alto pela exclusividade e opções que os serviços oferecem.

A menos comentada, mas talvez a alternativa mais útil, é a doação para centros de estudo. “Essa opção depende do desapego do dono em relação ao corpo do seu bichinho. Mas é muito importante para o desenvolvimento de profissionais da área de clínica veterinária, já que possibilita estudos de anatomia em animais. Além disso, não gera custo para o proprietário”, explica a médica veterinária.

 

Veja, a seguir, alguns lugares em São Paulo que oferecem serviços especializados:

- Pet Memorial (www.petmemorial.com.br) - é o primeiro crematório de animais de estimação da América do Sul e conta com grande infraestrutura.

- Cemitério Jardim do Amigo (www.cemiteriojardimdoamigo.com.br) - é o primeiro cemitério de animais do Brasil e oferece serviço de retirada em clínicas veterinárias.

- Paraíso dos Bichos (www.cemiterioparaisodosbichos.com.br) – Com princípios baseados em sustentabilidade e preservação do meio ambiente, tecnologia avançada em sepultamento animal, já que é o primeiro Cemitério Vertical Animal do país com dispositivos de captação e absorção de gases antes de sua eliminação.

Independentemente da opção, o importante é dar o tratamento adequado àquele que tanto lhe fez feliz durante a vida, mas sem prejudicar o meio ambiente.