Atenção antes de comprar um pet exótico

  Cães e gatos não são os únicos animais de estimação dos lares brasileiros, onde já não é raro encontrar pets mais exóticos, alguns ainda muito associadas à vida na natureza. Alguns já são qualificados como 'domésticos' pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e são facilmente encontráveis em pet shops. Entre eles, aves como calopsita, diamante-mandarim e algumas espécies de canário, e roedores como chinchila, hamster e coelho.

   Alguns animais só podem, porém, ser comercializados no Brasil com autorização especial do próprio Ibama. Casos, por exemplo, de papagaios, araras, cacatuas, tartarugas, répteis - como cobras e lagartos -, saguis, entre outros. Quem pensa, então, em ter um desses animais deve inicialmente verificar se o vendedor tem autorização que, entre outras coisas, garante ter sido aquele exemplar criado em cativeiro, ao invés de retirado da vida silvestre.  

  Mas é preciso também ter a certeza do interesse em cuidar daquele animal. Afinal, você não poderá depois simplesmente abandoná-lo, pois ele dificilmente sobreviveria sozinho em um ambiente urbano (sem contar que o Ibama fica de posse dos dados dos compradores). "Por terem sido criados em cativeiros, tais animais também não se adaptariam se simplesmente voltassem para a natureza", destaca Mariana Pestelli, gerente técnica do Pet Safari, área de aves, roedores e dos animais exóticos da rede de pet shops Petz.

 Considerações adicionais, recomenda Mariana, também devem ser feitas por quem pretende um pet exótico. Deve, obviamente, ser considerado o preço, que pode variar entre algo próximo a R$ 1 mil - para um pássaro mais comum da fauna nacional - e aproximar-se de R$ 40 mil, no caso de um exemplar de uma espécie mais rara de cacatua.

 Veja outras dicas da profissional:

  • Alguns animais podem viver bastante tempo: uma arara, por exemplo, pode ultrapassar 50 anos, e deve-se considerar outras possibilidades para o caso de quem a adotou não poder mais se dedicar a ela.
  • Animais mais exóticos exigem ambientes adequados. Aves como cacatuas e araras, por exemplo, requerem viveiros maiores. Já uma tartaruga de aquário viverá melhor em um aquaterrário, onde ambiente com água - vital para a sobrevivência do animal - conjuga-se a um espaço seco.
  • Deve-se também lembrar que qualquer animal, caso adotado ainda filhote, crescerá e exigirá talvez ambientes e cuidados distintos daqueles inicialmente imaginados. Tartarugas de aquário, geralmente adquiridas pequenas, podem atingir um tamanho de 40 centímetros.
  • Répteis como cobras e lagartos são animais de sangue frio, necessitam de sistemas que os mantenha aquecidos e que podem consumir quantidades significativas de energia.
  • Quem vive em condomínios deve considerar também que algumas aves - como arara, ararajuba e lóris - podem ser barulhentas e incomodar vizinhos.
  • Assim como pets mais comuns, animais exóticos também precisam, ao menos uma vez por ano, passar por um veterinário. Em grandes cidades existem profissionais capazes de lidar com eles, mas em outros locais esse fator também precisa ser analisado.

      No estado de São Paulo o Ibama atualmente não permite a comercialização de iguanas, jabutis e jiboias. Embora hoje muito comercializada pela internet, as cobras da espécie cobra-do-milho - corn snakes, originária dos Estados Unidos - não podem ser comercializadas no Brasil. Por tudo isso, verifique antes de comprar qual a relação permitida pela Ibama, disponível no link Clique aqui