Atenção ao comprar água engarrafada

Água é ingrediente vital para a vida humana, e para qualquer forma de vida existente em nosso planeta. Tornou-se também mercadoria extremamente valorizada, especialmente quando qualificada como 'água mineral', hoje comercializada em estabelecimentos dos mais diversos portes, de enormes supermercados a pequenos depósitos informais. 

Essa água mineral, crê a maioria das pessoas, é mais pura e mais saudável, comparativamente àquela fornecida pelos sistemas públicos de abastecimento, mas nem sempre isso é verdade. Estudos revelam a existência de diversas amostras de água vendida como 'mineral' com qualidade extremamente baixa. Não apenas pela ausência dos sais minerais, que teoricamente ali deveriam estar, mas também pela detecção de elevados índices de microrganismos.

Diversos fatores podem gerar essa água mineral de baixa qualidade: casos da falta de higienização dos processos de extração, embalagem, transporte e o armazenamento inadequado - a exposição ao sol, por exemplo, amplia a capacidade de reprodução das bactérias. Mas há também a possibilidade de essa água provir de empresas clandestinas que a extraem de onde mais lhes convier e a vendem como 'mineral' de maneira fraudulenta.

A genuína água mineral deve ser naturalmente isenta de contaminação e manter intactas características originais de presença de sais minerais e de outros componentes, variáveis de acordo com classificação estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É importante lembrar que, diferentemente da chamada água "de torneira", ela não passa por nenhum tipo de tratamento, daí a necessidade de cuidado no processo de seleção de possíveis fornecedores (veja quadro abaixo).  

Deve-se, inicialmente, verificar no rótulo a presença de informações como nome e localidade da fonte de onde provém a água e número de sua concessão. No Brasil, a exploração de uma fonte de água mineral deve ser outorgada pela Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, que também certifica a sua qualidade.

Esse rótulo deve conter ainda os dados referentes à composição daquela água, sua classificação, ano e mês de engarrafamento, entre outros. Já os vasilhames responsáveis pelo acondicionamento devem estar íntegros e dentro do prazo de validade, atualmente fixado em três anos, para galões de 10 e 20 litros. Tanto a empresa engarrafadora quanto a vendedora necessitam de licença do órgão público responsável pela vigilância sanitária na localidade: municipal - quando houver - ou estadual.

  • Água mineral natural: obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas, é caracterizada pelo conteúdo definido e constante de determinados sais minerais, oligoelementos e outros constituintes.
     
  • Água natural: obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas, também mantém conteúdo definido e constante de determinados sais minerais, oligoelementos e outros constituintes, porém, em níveis inferiores aos mínimos estabelecidos para água mineral natural.
     
  • Água adicionada de sais: é a água para consumo humano preparada e envasada, contendo um ou mais dos compostos previstos no regulamento da Anvisa. Não deve conter açúcares, adoçantes, aromas ou outros ingredientes.

Fonte: Anvisa

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