Alimentação vegana sem mistérios

Engana-se quem pensa que praticar alimentação vegana se resume em eliminar peixe, carne, laticínios, ovos e outros produtos de origem animal. Tornar-se vegano é muito mais que isso. É uma filosofia de vida com convicções éticas baseadas nos direitos dos animais. E, por isso, procura evitar a exploração dos mesmos. Em substituição aos produtos de origem animal são introduzidos outros alimentos que possam garantir uma dieta rica.

O número de restaurantes veganos está crescendo em todo o mundo, de acordo com o Oxford Companion to American Food and Drink. Já para a Associação Dietética Americana e os Nutricionistas do Canadá (Dietitians of Canada) a dieta vegana é apropriada para todos os estágios do ciclo de vida, embora alertem que quando mal planejada pode ser deficiente em vitamina B12, ferro, vitamina D, cálcio, iodo e ácidos graxos ômega 3.

Para o artesão Amilcar Soares, adepto da filosofia vegana há oito anos, a adaptação à alimentação deve ser feita aos poucos. Ele indica o uso de produtos integrais, pois, são mais saborosos. “As leguminosas são fonte de proteína e ricas em fibra e minerais”. Incluem vários tipos de grãos de feijão como o preto, encarnado, frade, azuki, mung, grão-de-bico, tremoços, lentilhas castanhas, tofu e tempeh (feitos de feijão de soja), entre outros. “O tofu é fonte de proteína e cálcio”, lembra.

Outro alimento rico em proteína, segundo Soares, é o seitan, feito à base de glúten de trigo. Embora seja feito da farinha, não tem semelhança com o pão. Quando cozido tem aspecto e textura parecidos aos da carne. Outra fonte de valor nutricional é a quinoa. “É rica em proteínas e, por isso, um alimento bastante adequado para os veganos”, diz. A preparação da quinoa é idêntica à de cereais integrais como o arroz.

Também as hortaliças fazem parte da dieta vegana. Os legumes de folha verde escura são ricos em nutrientes, em especial vitaminas, ferro, cálcio e outros minerais. Frutas também fazem parte do cardápio.

O importante é, antes de mudar seu padrão alimentar, consultar um especialista em nutrição para não deixar nenhuma vitamina de lado. Depois dessa etapa aí, sim, você poderá optar pela alteração do cardápio. E lembre-se: aos poucos, com introdução lenta de novos alimentos, a adaptação pode ser mais fácil e para sempre.

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