Vizinha de Aparecida do Norte, Guaratinguetá tinha tudo para ser apenas ponto de referência de um dos maiores locais de romaria do País. Mas esta cidade do Vale do Paraíba, a 188 km da capital, conseguiu ter brilho próprio – e não é por ser uma das principais bacias leiteiras do Estado. Foi ali que, em 1717, os pescadores retiraram do Rio Paraíba a imagem de Nossa Senhora Aparecida. E foi nesta cidade também que, em 1739, nasceu Frei Galvão. Sua santificação deu ainda mais fervor ao turismo religioso e várias igrejas centenárias acabaram pegando carona no roteiro de visitação dos fiéis.
Porém, a região que é envolta pelas serras da Mantiqueira e Quebra-Cangalha tem mais a oferecer que apenas fé. Seja em belezas naturais ou em atrativos históricos, como os marcos da Revolução Constitucionalista de 32, Guaratinguetá tem muito mais que o circuito religioso do santo que ali nasceu.
Quem não chega a Guaratinguetá pela fé, certamente vai pelo ecoturismo. Há pelo menos três trilhas: a das Pedrinhas (propícia à escalada e ao rapel), a do Pirizal (3h a 4h de caminhada íngreme) e a dos Pilões (utilizada no ciclo do ouro, com 4h a 5h de percurso). Entre Pedrinhas e Gomeral é possível voar de paraglider e asa-delta, passear de bicicleta e de jipe. Há também clubes onde pode-se, por exemplo, jogar golfe (Clube dos 500) e nadar em poços naturais do Rio Ribeirão (Balneário Águas da Mantiqueira). Aproveite para comprar queijos e doces, além de cachaça.
No circuito religioso, os locais mais visitados são a Casa de Frei Galvão (1739), o seminário (1942) onde são dadas as pílulas sagradas e a Catedral de Santo Antônio (1630). Pegam carona neste circuito a Capela do Colégio N. S. Carmo (1891) e a Casa do Puríssimo Coração de Maria (1924), onde há a água abençoada da Gruta de N. S. Lourdes (1921). Vale uma esticadinha até a Basílica de Aparecida. Já no roteiro da guerra, destaque para as marcas da Revolução Constitucionalista de 1932, como as trincheiras do bairro da Rocinha e a Associação Comercial e Industrial, ex-Casa do Soldado.