Cozinha tradicional ou americana?

A cozinha, dentro de um lar, é o lugar do aconchego, da boa conversa com a família e os amigos. Nos últimos anos a planta de diversos imóveis tornou esse espaço muito apertado, sem possibilidade do convívio social. A saída, para muitas pessoas, tem sido derrubar a parede e integrar a cozinha à sala. Assim, ninguém perde um minuto da prosa enquanto o chef prepara os pratos e bebidas. 

Chamada de cozinha americana, essa área em geral é separada da sala por um balcão e banquetas altas. Ideal para lares mais despojados, deixa o espaço acolhedor e menos formal.  Segundo o arquiteto Roberto Ferri Júnior, da M3Mais Arquitetura de Interiores, empresa com sede na capital paulista, é um dos projetos mais solicitados nos últimos tempos. “A integração com a copa e sala de estar dá um toque informal à decoração”, diz.

Para quem teme a invasão do cheiro da comida e de gordura no restante da casa, ele destaca que o investimento em um bom sistema de exaustão e circulação do ar garantem ambiente limpo. O planejamento passa também pela escolha dos azulejos e acabamentos como pias, torneiras, estilo dos armários e acessórios. Afinal, tudo ficará à mostra.

Há pessoas, no entanto, que preferem a cozinha tradicional por dois motivos: são mantidas intactas as paredes da sala e da cozinha para colocação de armários – o que é fundamental em pequenos espaços – e também para esconder aquela bagunça típica de quem acabou de cozinhar. O padrão convencional, no entanto, não significa uma cozinha sem graça. Lembre-se que detalhes são importantes, por isso, experimente adesivar parte dos azulejos, colocar quadros divertidos na parede, pendurar panelas coloridas e acessórios descolados. É possível, ainda, dar um toque funcional instalando iluminação embutida nos armários sobre a pia e mesa.

Se o espaço permitir, uma boa saída é criar uma ‘ilha’ central, onde são instalados o fogão e a pia, deixando a volta para circulação e para bancadas. “As cores dos armários vão girar sempre em torno do cinza, bege, branco e preto, que variam de acordo com a parede de fundo”, ensina Ferri Jr.

De um jeito ou de outro, o importante é sempre respeitar os hábitos e gostos dos proprietários. “É fundamental que o morador se sinta feliz com o ambiente”, defende o arquiteto.