Salto
Entre Campinas e Sorocaba, e colada a Itu, Salto foi uma das primeiras cidades a
serem povoadas assim que os bandeirantes saíram para explorar o território paulista.
Município a 100 km da capital, cresceu em torno da cachoeira que os índios chamavam
de Ytu Guaçu (Salto Grande), e só perdeu sua condição de pequeno povoado na metade
do século 19, quando passou a integrar o quadrilátero do açúcar (formado por Mogi-Guaçu,
Sorocaba, Piracicaba e Jundiaí). Muito mais que o café, os canaviais representaram
para Salto o desenvolvimento, que logo veio na forma de indústrias e da ferrovia,
em 1873. A atividade fabril lhe rendeu a alcunha de Pequena Manchester Paulista
e o aporte de muitos imigrantes, principalmente italianos – que ali fundaram a Brasital,
fábrica de tecidos que é um marco na cidade. Hoje, com 100 mil habitantes, o município
tenta, cada vez mais, desenvolver seu potencial de estância turística.
O que fazer em Salto:
De todos os passeios possíveis, o Parque Rocha Moutonné é o mais exótico. Primeiro
parque ecológico e geo-histórico da América do Sul, ele tem formações rochosas com
marcas de glaciação da era paleozóica. Já o Parque de Lavras é um bom passeio para
contemplação – a usina hidrelétrica (1906), desativada há mais de 40 anos, foi feita
com granito róseo e seus jardins com bromélias são encantadores. Se a intenção é
mexer o esqueleto, o Parque do Lago é mais indicado: tem ciclovia, pista de cooper,
quadras, playground e pista de aeromodelismo. Mas se você apenas quer ver o tempo
passar, vá ao Convívio D. Pedro II, uma rua cheia de sorveterias, lanchonetes e
restaurantes.
O que visitar em Salto:
Há três símbolos da cidade que não podem deixar de ser contemplados: o salto que
lhe dá o nome, o monumento à Padroeira e a fábrica Brasital. A cachoeira é a maior
do Rio Tietê (não deixe de ver a ponte pênsil sobre o rio, construída em 1913).
Já a estátua é o maior monumento à Maria no mundo, com 30 metros de altura. Por
fim, a Brasital é a empresa que uniu as duas fábricas de tecido pioneiras em Salto
– em estilo arquitetônico inglês, também usa o granito róseo em sua construção.
Além destes, vale visitar a escola estadual Tancredo do Amaral, tombada, e o Museu
da Cidade, com objetos indígenas e tecelagens.
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