Mogi das Cruzes
Antiga rota de passagem dos bandeirantes, Mogi das Cruzes ainda hoje aproveita de
sua boa posição logística para alavancar sua economia e crescer. Localizada na região
Leste da Grande São Paulo, a 63 km da capital e numa área conhecida como Cinturão
Verde, a cidade tanto consegue escoar facilmente os produtos de suas cerca de 400
indústrias, como abastecer o mercado nacional com sua produção de hortaliças e de
cogumelos comestíveis. Parte deste sucesso na agricultura deve-se às técnicas trazidas
pelos imigrantes japoneses, que estabeleceram no município uma de suas maiores colônias.
A cidade, que também é o maior pólo de negócios do Alto Tietê, ao contrário do que
se possa imaginar, não é uma selva de indústrias e plantações. Cerca de 65% de seus
721 km² estão em área de preservação ambiental, com cachoeiras, rios e trilhas,
um prato cheio para desenvolver o ecoturismo.
O que fazer em Mogi das Cruzes:
A atividade mais radical que pode ser feita na cidade parte de seu ponto culminante:
o Pico do Urubu (1.140 m). É dali que saem os vôos de asa-delta. Se isso for emoção
demais, dá para se contentar com a bela vista panorâmica ou partir para outras opções
de lazer, como pescar nos rios Itapanhaú e Itatinga ou se banhar em uma cachoeira.
Na Serra do Itapeti, chegar à Cruz do Século (1.100 m) ou à Gruta Santa Terezinha
(870 m) podem ser boas desculpas para uma caminhada. Para um esporte mais refinado,
o Paradise Resort Golf Village oferece campo com 18 buracos.
O que visitar em Mogi das Cruzes:
Sem utilizar nenhum prego em sua construção, o Casarão do Chá, erguido pelos imigrantes
japoneses em 1942 para ser uma fábrica, é sem dúvida uma das atrações de Mogi. Mas
há prédios ainda mais antigos e tombados que merecem uma visita, a citar o Convento
do Carmo (1629), em estilo barroco; a Igreja da Ordem 1a do Carmo e da Ordem 3a
do Carmo (século 18); a Igreja de São Benedito (1747-1869), com cerâmica portuguesa;
e o Teatro Municipal Vasques, de arquitetura colonial.
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